Dia de Consciência
Durante séculos o negro
foi mantido cativo em vários lugares do mundo. Aqui no Brasil a escravidão
durou aproximadamente 300 anos. Período de sofrimento, privações, explorações e
genocídios.
No dia 13 de maio de 1888
foi assinada a Lei Áurea que declarava extinta a escravidão no Brasil. Parecia
ser o fim de uma época de escuridão e um grande começo para um povo que durante
gerações não tinha experimentado a emoção de viver livre. Além dessa lei, foram
precisos vários combates e revoltas que serviram de gritos que antecederam a
libertação deste povo.
Muitos líderes negros
deram suas vidas para que o seu povo pudesse entender que liberdade não era
apenas viver livre, mas sim, conquistar respeito e igualdade dentro de uma
sociedade compostas de brancos e negros. Homens como Zumbi, que protegeu
escravos, pobres, índios ou qualquer outro que fosse buscar refúgio no Quilombo
dos Palmares, também Nelson Mandela, considerado pela maioria das pessoas um
guerreiro em luta pela liberdade, deixaram-nos importantes lições de vida tal
como: amor ao próximo, cumplicidade e lealdade para com os excluídos e
discriminados. Exemplos de vida que servem tanto para negros quanto para
brancos.
No dia 20 de novembro,
comemoramos mais um dia de Consciência Negra no Brasil. Muitos desconhecem o
verdadeiro significado desse dia e ignoram a história, até mesmo o próprio
negro. Talvez por falta de informação ou simplesmente por preconceito. A
verdade é que a segregação racial não desapareceu completamente. A
discriminação ainda vive oculta em muitos de nós. O negro ainda é marginalizado
e excluído. Qualquer indicador social aponta o negro como o mais afetado. É
ilógico que em pleno século XXI ainda fazemos acepção de pessoas por causa da
sua cor.
O Dia da Consciência
Negra serve para refletir sobre valores, respeito e humanidade. Somos iguais
diante de Deus. Não podemos negar isso. Se o racismo será eliminado algum dia,
só mesmo o avanço da história poderá mostrar como as contradições dos povos
poderão ser resolvidas.
Altair José Pereira Júnior

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